July 2012
28 posts
Quase uma arte
cidadecitycite:
grande amor tenho por seus membros ombros pescoço braços pernas o viril mais forte do que tudo a mão que estendo sem cessar parece que pede mas oferece nada ou quase uma arte: joga nos dados o olho por olho o dente por dente
Paula Glenadel, em Quase uma arte (2005)
O OUTRO
cidadecitycite:
só quero o que não o que nunca o inviável o impossível
não quero o que já o que foi o vencido o plausível
só quero o que ainda o que atiça o impraticável o incrível
não quero o que sim o que sempre o sabido o cabível
eu quero o outro
Chacal, em A vida é curta para ser pequena [2002]
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Em "Léxico Familiar", de Natalia Ginzburg.
“Somos cinco irmãos. Moramos em cidades diferentes, alguns de nós estão no exterior: e não nos correspondemos com frequência. Quando nos encontramos, podemos ser, um com o outro, indiferentes ou distraídos. Mas, entre nós, basta uma palavra. Basta uma palavra, uma frase: uma daquelas frases antigas, ouvidas e repetidas infinitas vezes, no tempo de nossa infância. Basta-nos dizer: ‘Não...
My Life as a Feminista: it seems that a lot of... →
mylifeasafeminista:
it seems that a lot of people tend use the default word “women” when having conversations about things like visibility in media or representation in politics, but really they are just talking about white women
if you are going to have a conversation on women in the media, but do not mention women…
treze de outubro
cidadecitycite:
escrever um poema sem calor em são paulo um poema sem ação: sem carros, sem avenida paulista
quando eu morava na augusta, escrevia poemas sobre a augusta
a augusta não me deixava dormir
(escrever um poema em que se durma na augusta e sobretudo, escrever um poema sobre dormir
sem você.) esta é a primavera fajuta da delicadeza (não consigo terminar este poema).
Angélica...
My Life as a Feminista: Feminist texts written by... →
mylifeasafeminista:
This list is stil a work in progress, but I really wanted to get it posted. I have either read parts of/all of the texts below or they have been recommended to me. Please reblog and add your own suggestions to the list. Each time someone adds something new, I’ll go back to this original post and…
O Grito
contrainte:
“How now! What noise is that?” (Hamlet, ato IV, cena V)
Ouçam!… É noite. Ouço o grito que não sei se é real. O grito da mulher arruinada ou pio da coruja faminta ou sopro da imaginação alimentada pelas mais profundas trivialidades… O grito é o rasgo da verdade A brecha que cinde o mundo. Cesariana da realidade, o rangido do parto forçado. Forças que não se sabe da onde vêm, O que...
Cidade City Cité: Entre Muitos →
cidadecitycite:
Sou quem sou. Inconcebível acaso como todos os acasos.
Fossem outros os meus antepassados e de outro ninho eu voaria ou de sob outro tronco coberta de escamas eu rastejaria.
No guarda-roupa da natureza há trajes de sobra. O traje da aranha, da gaivota, do rato do campo. Cada um cai…
You forgot my Colors: E os velhos mortos? →
youforgotmycolors:
Talvez seja egocentrismo da minha parte, mas particularmente não temo a morte. Não ria, deixe-me explicar.
Não sinto o medo do desconhecido de quando não há mais nada pela frente e muitos chegam a se horrorizar com o fato de alguém refletir tanto sobre algo tão mórbido. Honestamente, onde está…